Mostrando postagens com marcador Rede Globo. Mostrar todas as postagens

Entrevista: Cid Moreira, lenda viva do jornalismo


Cid Moreira esteve em Salvador, no último dia 09 de maio, para falar sobre “As Experiências de uma Carreira de Sucesso”, através do Talk Show Carreiras & Oportunidades, e contou com a participação dos jornalistas Fátima Reis, Fátima Sampaio Moreira e Siloé de Almeida, que o entrevistaram.
O Feminino e Além bateu um papo interessantíssimo com o apresentador e contará um pouco do que esse ícone do jornalismo falou sobre seus 73 anos de carreira, em 89 de vida.
Dono da voz mais imponente do país, Cid Moreira passou por todas as fases nos meios de Comunicação: Rádio, TV, Cinema e Internet, sempre acompanhando, aprendendo a trabalhar com o novo e atualizando-se. Ele começou na Rádio Difusora de Taubaté; depois foi para a Bandeirantes de São Paulo. Na TV, passou pela Tupi, Excelsior e está na Globo até hoje. Começou o Jornal Nacional ao lado de Hilton Gomes, em 1969. Tornou-se Recordista Mundial na bancada do JN, como o apresentador que ficou mais tempo em um telejornal; foram 27 anos (está no Guinness World Records como o apresentador que ficou mais tempo em bancada). Em seguida, começou o Fantástico, onde permaneceu durante décadas. No cinema, atuou como narrador e dublador. Hoje, Cid também está na Internet.
No fim da década de 90, lançou Textos do Novo Testamento e vendeu mais de 30 milhões de CDs. Suas gravações já atingiram mais de 50 milhões de cópias em DVDs, CDs e em novas mídias. Em 2010, conclui a gravação da Bíblia na íntegra, em áudio. Um trabalho que durou seis anos, com trilha sonora de cinema.
Ele considera-se um ex-jornalista; somente ele, porque para os colegas, especialmente, Cid sempre será um exemplo de profissional do jornalismo. Por insistência em o chamarmos de jornalista, Cid diz que está na fase bíblica; sendo assim, pode ser considerado um jornalista do Evangelho.
Ao ser questionado sobre qual a mensagem que ele passaria, hoje, diante do mundo em que vivemos, considerando o seu trabalho atual de jornalista do Evangelho, Cid nos contou sobre um momento especial vivido na Rede Globo, quando a emissora disponibilizou um “batalhão de profissionais”, para ele gravar a narração do “Sermão da Montanha”, tendo como cenário o Dedo de Deus, em Teresópolis, que o clipe foi ao ar no Fantástico, e concluiu sobre a época: “há 25 anos, eu levava notícias, nem sempre boas, aos lares do país, mas que a partir daquele momento eu queria levar somente o Evangélio, até os últimos dias de vida.” E a sua resposta ficou muito clara.
Cid esclareceu que a ligação atual com o jornalismo é, unicamente, através do Prêmio Comunique-se (maior prêmio de jornalismo do país), que ele participa há 14 anos. Mesmo dizendo que não participará mais, acaba indo. Ele sente-se no direito, próximo dos 90 anos que completará em setembro, de ser e fazer o que ele quiser. Considera que foi uma fase gloriosa maravilhosa, mas que não faz mais parte da sua vida. É um “empregado do jornalismo”, há quase 48 anos. Ainda contratado pela Rede Globo, participa de alguns momentos, eventualmente, mas “não bate mais o ponto”… não está na sua rotina.
Cid Moreira ao lado de Fátima Sampaio Moreira e Siloé de Almeida

Sobre o jornalismo atual e tantas falhas em textos, sejam lidos ou escritos, independentemente do canal de veiculação: “hoje em dia todo mundo é jornalista. Gente que não tem nem condição, mas tem aquela chama de repórter. Gente que faz selfie, vídeo e diz: agora fala boa noite para minha mãe. A revolução tecnológica possibilita isso a todos.” Cid contou que na época dele havia editor, mas, ainda assim, muito cuidadoso, ele acabava dando palpite ou mesmo consertando textos no ar, durante a leitura; lembrando que não havia teleprompter; o texto era lido na bancada e ainda assim, automaticamente, ele fazia as devidas correções. Perfeccionista, autocrítico, lê os textos, ensaia muitas vezes antes de gravar, tem bastante cuidado com as palavras e combinações entre elas.
Um homem que comunica-se, expressa-se com muita facilidade, e não poderia ser diferente, responde a todas as perguntas com gentileza, faz questão de explicar os detalhes das suas colocações, modesto, simples, característica dos melhores, e muito simpático. Um ser atemporal, que a cronologia o serve como divisora de história, para que todos possam acompanhá-lo, conscientes de que apesar de Cid já ter vivido quase 90 anos, não envelheceu; pois vive na atualidade, com a vantagem do conhecimento e da sabedoria, para que possa ir muito além; privilégio de poucos.
Brevemente, será lançado um documentário sobre a sua vida; espera que seja possível em comemoração aos seus 90 anos. Está sempre produzindo, trabalhando no que gosta, que são os Textos Bíblicos. Veicula os seus vídeos e textos em seus canais de comunicação. Para encontra-los é muito simples, basta pesquisar por Cid Moreira.
Conversar com Cid Moreira, sua esposa Fátima Sampaio Moreira e seu amigo Siloé de Almeida, todos jornalistas, que desenvolvem e realizam diversos trabalhos juntos, foi um momento de aprendizado e agradecimento, que poderia durar horas, dias… E sempre seria prazeroso e enriquecedor!

Entrevista: Ana Paula Berenguer Icó e Rafaela Icó
Texto: Ana Paula Berenguer Icó
Imagens: Rafaela Icó e Ana Paula Berenguer Icó
Gravação da entrevista: Rafaela Icó

YouTube: Cid Moreira Oficial
Facebook: @CidMoreiraFantastico
Publicado originalmente aqui.

Supermax


Supermax tem o formato de programa, que não se espera ver na TV (principalmente sendo aberta) brasileira. Poderia facilmente ser um produto importado; mas não é. É nacional mesmo. A série é um “reality show” com 12 participantes; sete homens e cinco mulheres; todos os personagens têm passagem pela polícia. Bial, que se despediu do Big Brother Brasil, faz as vezes de apresentador, interpretando ele mesmo. “O último reality show de Bial”, disse Alvarenga.
No primeiro dia, é aquela coisa que estamos acostumados a ver em reality: apresentação de cada participante e muita comida. Os personagens começam a se conhecer, criam os primeiros vínculos e alguns as primeiras antipatias. Bial avisa para que não exagerem na bebida, porque no dia seguinte haverá a primeira prova, para definir o líder da casa, e alerta sobre a comida, que ficará a critério do líder, sobre quem comerá ou não. Como é próprio do ser humano, as relações serão decisivas para o resultado.
A tal prova já é tensa e sufocante. Doze pessoas dentro de um contêiner minúsculo, onde a temperatura aumenta aos poucos e os ânimos acirrados, agravam a situação. Algum tempo depois, o líder é decidido na luta e tem o poder de abrir a despensa. Além disso (lembram?), ele poderá dizer quem vai comer ou não. Circo armado.
A princípio, a série é meio lenta e a gente não vê nada demais. Muito menos aonde é que isso tudo vai levar. Mas, a Rede Globo disponibilizou 11 episódios para os assinantes e eu devorei todos eles com avidez. O 12º episódio só chegará, acredito que para todos, em dezembro.
O desenrolar de Supermax é diferente, curioso e excitante. Quanto mais você assiste, mais as coisas fazem sentido e, ao mesmo tempo, fazem menos sentido. Quando achamos que entendemos a situação, algo acontece e pensamos: como assim?
Alguns personagens, com todas as suas peculiaridades, são cativantes; outros, nem tanto. Apesar de todos serem excelentes atores, meu destaque, particular, vai para Bruno Belarmino, que interpreta “Luisão”, o ex-lutador de MMA, e Maria Clara Spinelli, que dá vida à empresária “Janette”. Além deles, que não são tão conhecidos do grande público (o que é proposital, já que a intenção de um reality é juntar pessoas desconhecidas), temos os nomes de Cléo Pires e Mariana Ximenes. A primeira interpreta a psicóloga “Sabrina”, que facilmente cativa o público e tem uma das melhores cenas da série; e a segunda nos traz a ex-enfermeira macabra, “Bruna”.
A emissora deu total liberdade a José Alvarenga Jr, diretor da série, para criar e imaginar; o que ele quisesse estaria ali, sem problema. Considero um grande ponto a ser respeitado! Uma emissora aberta topar o que vier é um grande passo para a liberdade da arte. Significa que a TV está se abrindo a novos formatos, novas ideias.
Além de Alvarenga, a série tem os nomes de Fernando Bonassi, Marçal Aquino, Carolina Kotscho, Raphael Montes e Bráulio Mantovani, nos roteiros; José Eduardo Belmonte e Rafael Miranda, na direção.

Suspense, terror, thriller, romance… Supermax passa por diversos gêneros, estreantes na Globo, e não deixa a desejar em nenhum. Grande sacada da emissora! A torcida é para que seja o primeiro passo de uma longa estrada.
Espero que uma segunda temporada possa ser considerada, para o Brasil, porque uma rede norte-americana já negocia uma versão com três temporadas. Além dela, o cineasta argentino Daniel Burman está por trás da versão latina da série. Precisamos correr e sair à frente, considerando que o enredo trata de questões “brasileiras”, até então.
Agora é esperar, até dezembro, e saber o que acontecerá com os nossos “heróis” da ficção. E garanto… A primeira temporada ainda trará muitas surpresas, cenas fortes (muitas vezes nos fazendo sentir vingados), descobertas de nos deixar sem fôlego, fotografia deslumbrante…. Sem esquecer, óbvio, da trilha sonora sensacional, que tem Leonard Cohen na abertura! Aguardem o que vem pela frente!!!
Série Brasileira: Supermax
Período: de 20 de setembro a 13 de dezembro de 2016
Horário: às terças-feiras, após a minissérie em exibição, na Globo
Criador: Fernando Bonassi
Gênero: Filme de Ação, Suspense, Ficção Científica, Sobrenatural
Produção: Rede Globo

Postagem Original: http://femininoealem.com.br/22446/supermax-o-reality-show-de-terror-da-globo/