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Sense 8


Recomendo ler essa crítica ao som da música What’s UP da banda 4 Non Blondes.
Sense 8 é uma série diferente de tudo que você já viu. Imagine oito pessoas de diferentes lugares do mundo, se conectando mentalmente e se ajudando? Pessoas com personalidades adversas, estilos de vidas que em nada combinam, mas uma interferindo na vida da outra, mesmo sem saber como e o motivo.
A princípio, eu não me interessei pela série. Achei que era mais uma, com muita cena de sexo, por isso que as pessoas estavam surtando com ela. Mas duas pessoas estavam decididas a me convencer de que não era esse o motivo, que a série era boa mesmo e que eu iria gostar.
O primeiro passo foi colocar a cena do 4º episódio, batizado com o nome de “What’s Going On”. Qual é a cena? Lembra daquela música de “4 Non Blondes”? “I said, hey! What’s going on?” Pois é; essa é a música da cena. Os oito personagens, inteiramente conectados, cantando juntos essa música. Não sei quantas vezes eu assisti a essa cena, repetidas vezes. Mas ainda não estava 100% convencida.
O segundo passo foi receber um vídeo de Jout Jout, falando sobre a série. Êxito obtido com sucesso. Depois desse vídeo, acessei minha conta do Netflix e devorei a série.
Como essas oito pessoas se conectam? Após a visão da morte de uma mulher chamada Angelica (Daryl Hannah), que eles não conhecem, aos poucos, os sensates vão descobrindo que seus pensamentos podem ter interferências de outras pessoas. Além dos pensamentos, o ambiente. De vez em quando, eles se pegam (como se tivessem se teletransportado) em lugares aonde nunca estiveram, como por exemplo África, Coreia, EUA e outros. Além dos pensamentos e ambiente, de repente, eles se veem falando outras línguas; línguas que nunca estudaram ou se interessaram anteriormente.
É tudo muito surreal, mas há uma mágica que a gente se surpreende querendo viver aquela situação toda.
Enquanto eles vão se descobrindo, descobrindo o motivo de passarem por tudo isso e como aquilo é possível, um homem chamado “Jonas” (Naveen Andrews) aparece para ajuda-los. Como nada é perfeito, paralelo a isso, “Whispers” (Terrence Mann) caça os oito sensates com o objetivo matar ou neutralizar o grupo.
São 12 episódios em que conhecemos cada um dos personagens e nos apaixonamos por eles. Queremos todos no nosso dia a dia. Os personagens secundários também são cativantes e torcemos para que tudo dê certo.
A série das irmãs The Wachowskis (as diretoras da trilogia de sucesso mundial Matrix) e J. Michael Straczynski é um sucesso mundial. Produzida e lançada pela Netflix, Sense 8 tem sua segunda temporada garantida. Um episódio especial será lançado em dezembro deste ano e os demais episódios chegarão no início de 2017. Não faria mal nenhum aos fãs, uma antecipação. Mas aguardamos pacientemente, cantando o hino da série e procurando teorias para ajudar na aceitação da amarga espera.
Se meus argumentos não te convenceram 100%, vou fazer o que fizeram comigo; assista a cena do hino:

Ficou ainda nos 99% de convencimento? Jout Jout vai te ajudar a chegar no 100%!


O conteúdo, a princípio, é confuso, mas quando tudo vai fazendo sentido (ou não) tenha cuidado: é altamente viciante.
Obrigada a Bruna Madeira e Lazzáro Fernandes pela árdua batalha de me convencer a assistir Sense 8. Ponto da vida para vocês.
Série norte-americana: Sense 8
Todos os episódios disponíveis: Netflix
Criador: Lana Wachowski, Lilly Wachowski e J. Michael Straczynski
Gênero: Ficção científica, drama
Produção: Netflix
Publicado originalmente: http://femininoealem.com.br/22694/sense-8-a-serie-que-te-fazer-querer-ser-um-sensate/

Supermax


Supermax tem o formato de programa, que não se espera ver na TV (principalmente sendo aberta) brasileira. Poderia facilmente ser um produto importado; mas não é. É nacional mesmo. A série é um “reality show” com 12 participantes; sete homens e cinco mulheres; todos os personagens têm passagem pela polícia. Bial, que se despediu do Big Brother Brasil, faz as vezes de apresentador, interpretando ele mesmo. “O último reality show de Bial”, disse Alvarenga.
No primeiro dia, é aquela coisa que estamos acostumados a ver em reality: apresentação de cada participante e muita comida. Os personagens começam a se conhecer, criam os primeiros vínculos e alguns as primeiras antipatias. Bial avisa para que não exagerem na bebida, porque no dia seguinte haverá a primeira prova, para definir o líder da casa, e alerta sobre a comida, que ficará a critério do líder, sobre quem comerá ou não. Como é próprio do ser humano, as relações serão decisivas para o resultado.
A tal prova já é tensa e sufocante. Doze pessoas dentro de um contêiner minúsculo, onde a temperatura aumenta aos poucos e os ânimos acirrados, agravam a situação. Algum tempo depois, o líder é decidido na luta e tem o poder de abrir a despensa. Além disso (lembram?), ele poderá dizer quem vai comer ou não. Circo armado.
A princípio, a série é meio lenta e a gente não vê nada demais. Muito menos aonde é que isso tudo vai levar. Mas, a Rede Globo disponibilizou 11 episódios para os assinantes e eu devorei todos eles com avidez. O 12º episódio só chegará, acredito que para todos, em dezembro.
O desenrolar de Supermax é diferente, curioso e excitante. Quanto mais você assiste, mais as coisas fazem sentido e, ao mesmo tempo, fazem menos sentido. Quando achamos que entendemos a situação, algo acontece e pensamos: como assim?
Alguns personagens, com todas as suas peculiaridades, são cativantes; outros, nem tanto. Apesar de todos serem excelentes atores, meu destaque, particular, vai para Bruno Belarmino, que interpreta “Luisão”, o ex-lutador de MMA, e Maria Clara Spinelli, que dá vida à empresária “Janette”. Além deles, que não são tão conhecidos do grande público (o que é proposital, já que a intenção de um reality é juntar pessoas desconhecidas), temos os nomes de Cléo Pires e Mariana Ximenes. A primeira interpreta a psicóloga “Sabrina”, que facilmente cativa o público e tem uma das melhores cenas da série; e a segunda nos traz a ex-enfermeira macabra, “Bruna”.
A emissora deu total liberdade a José Alvarenga Jr, diretor da série, para criar e imaginar; o que ele quisesse estaria ali, sem problema. Considero um grande ponto a ser respeitado! Uma emissora aberta topar o que vier é um grande passo para a liberdade da arte. Significa que a TV está se abrindo a novos formatos, novas ideias.
Além de Alvarenga, a série tem os nomes de Fernando Bonassi, Marçal Aquino, Carolina Kotscho, Raphael Montes e Bráulio Mantovani, nos roteiros; José Eduardo Belmonte e Rafael Miranda, na direção.

Suspense, terror, thriller, romance… Supermax passa por diversos gêneros, estreantes na Globo, e não deixa a desejar em nenhum. Grande sacada da emissora! A torcida é para que seja o primeiro passo de uma longa estrada.
Espero que uma segunda temporada possa ser considerada, para o Brasil, porque uma rede norte-americana já negocia uma versão com três temporadas. Além dela, o cineasta argentino Daniel Burman está por trás da versão latina da série. Precisamos correr e sair à frente, considerando que o enredo trata de questões “brasileiras”, até então.
Agora é esperar, até dezembro, e saber o que acontecerá com os nossos “heróis” da ficção. E garanto… A primeira temporada ainda trará muitas surpresas, cenas fortes (muitas vezes nos fazendo sentir vingados), descobertas de nos deixar sem fôlego, fotografia deslumbrante…. Sem esquecer, óbvio, da trilha sonora sensacional, que tem Leonard Cohen na abertura! Aguardem o que vem pela frente!!!
Série Brasileira: Supermax
Período: de 20 de setembro a 13 de dezembro de 2016
Horário: às terças-feiras, após a minissérie em exibição, na Globo
Criador: Fernando Bonassi
Gênero: Filme de Ação, Suspense, Ficção Científica, Sobrenatural
Produção: Rede Globo

Postagem Original: http://femininoealem.com.br/22446/supermax-o-reality-show-de-terror-da-globo/