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O Melhor Professor da Minha Vida


O Melhor Professor da Minha Vida

Sabe aqueles filmes que quando a gente ver o cartaz sabe que vai gostar? É o caso desse. E, graças a Deus, não foi uma falsa expectativa. Cinema francês levando mais um bom filme para o público.

François Foucault (Denis Podalydès) leciona literatura no Liceu Henry IV, uma renomada escola de Paris. Rígido e sincero sobre o que pensa do desempenho dos seus alunos, ele vai parar numa escola pública do subúrbio da cidade, aonde vai enfrentar dificuldades com os alunos, que não têm nenhuma boa vontade em aprender, muito menos ler um livro ou respeitar seus professores.

A história poderia ser um colégio do Brasil, já que é a realidade de muitas, apesar de que a escola do filme, não sei como são as “de verdade”, ter uma boa infraestrutura. Alunos desmotivados, professores que se esforçam e depois, ao encontrarem tantas barreiras, acabam deixando para “lá”. No entanto, Foucault começa a se libertar de seus próprios preconceitos e começará procura um meio de conseguir despertar o interesse desses alunos, levando a história de Victor Hugo para a sala de aula.

Não é um filme surpreendente, a gente sabe exatamente o que vai acontecer, mas não deixa de ser bom de assistir. A mistura de drama com comédia, dá a leveza que ele precisa para tratar de um tema tão sério. Um filme que deveria ser passado em todas as escolas, sejam públicas ou particulares, a fim de mostrar que a educação pode mudar o papel de cada um na sociedade. Obviamente, há um garoto, Seydou (Abdoulaye Diallo), que desperta, ainda mais, a atenção do professor. E é com Seydou que François vai começar a fazer a diferença na vida daqueles estudantes e na dele próprio.

Dirigido e escrito por Olivier Ayache-Vidal, é um filme gostoso de assistir e se emocionar um pouquinho, além de torcer involuntariamente para que todos os professores tenham a mesma boa vontade e sucesso que Foucault. No mínimo, motivador.

“O Melhor Professor de Minha Vida” estreia hoje, 5 de outubro e vale o tempo de 1h 46min. Se puder, confira a classificação indicativa e leve alguma criança / adolescente para assistir também.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Luc Besson, a mente brilhante por trás de “O Profissional”, “Lucy”, “O Quinto Elemento” e “A Família”, leva às telonas a adaptação dos quadrinhos franceses “Valerian et Laureline”, um sucesso da ficção criada por Jean-Claude Mézières e Pierre Christin, que influenciou até o clássico “Star Wars”.

O longa narra a história do agente Valerian (Dane DeHaan) e sua parceira Laureline (Cara Delevingne) combatendo bandidos intergaláticos, que tentam constantemente destruir a Terra e seus planetas aliados. Valerian sonha com os Pearls, seres que habitam um planeta paradisíaco e tem como tarefa, recolher pérolas e multiplica-las através de uns bichinhos extremamente fofos, chamados “Conversores”. No entanto, esse planeta é dizimado e só sobra um bichinho da espécie. De resto, é só confusão e enrolação.

O filme, que começa com a fantástica “Space Oddity”, de David Bowie, explica o que aconteceu num período de 100 anos e é repleto de efeitos visuais maravilhosos, que há muito tempo não se ver, desde “Avatar”, talvez. As criaturas que aparecem na história, são belíssimas para serem apreciadas e isso é o ponto alto do filme. É empolgante, mas logo já dá para perceber que as tramas surgidas serão longas, sem necessidade. Besson poderia ter condessado o filme um pouco mais, a fim de criar uma atmosfera de suspense, que ele tenta, mas falha miseravelmente, uma vez que a trama está toda revelada.

Dane DeHaan foi uma escolha excelente, no entanto, infelizmente, ele não pode fazer milagres e segurar um filme que tem dois protagonistas, mas que um deles não convence em nada. Esse é o caso de Cara Delevingne. A modela, que Hollywood insiste em inserir em grandes produções, pode ser que um dia se torne a atriz que eles esperam, mas no momento, passa longe de ser. Pegaram uma atriz fraca, sem experiência e sem carisma, para “hitar” numa personagem que era para ser um grande ícone feminista dessa geração. Passou longe. Clive Owen entrega seu personagem na primeira cena e o suposto suspense que deveria ter em torno dele, está evidente. Ethan Hawke faz uma participação no filme, que nos leva até Rihanna. A cantora dá vida a uma personagem maravilhosa, com uma crítica social fabulosa. E apesar de mudar tanto, no pouco tempo em que aparece ali, Rihanna já consegue superar a protagonista.

“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” vai te levar a uma experiência sensorial incrível. É bonito de ver, é maravilhoso de ouvir, mas se você gosta de clareza e objetividade, sentirá falta disso. São muitas voltas em torno de algo que já está entregue, uma enrolação que custou toda a potência que poderia ser. Não há surpresas nas, pouco mais de duas horas, de filme.


“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” estreia hoje, 10 de agosto e vale a pena só para quem ama um visual incrível e quem se contenta em se divertir uma hora ou outra, num filme tão longo. Deixe a expectativa de lado. Vale a pipoca, na tentativa de o tempo passar mais depressa.