LEGO Ninjago – O Filme
Ninjago City está em perigo! O
terrível Garmadon está atacando a cidade com terríveis monstros e só um grupo
de jovens ninjas podem salvar Ninjago. Sob o treinamento do mestre Wu e muito
kung fu, eles vão conseguir encarar esse inimigo poderoso. O problema é que
Garmadon é pai de um dos ninjas que faz parte do grupo.
Lloyd, Nya, Cole, Jay e Zane são
os ninjas que compõem o grupo. Todos estudam na mesma escola e enfrentam os
problemas diários de adolescentes. Lloyd principalmente. Ninguém gosta dele por
ele ser filho do cara que tenta a todo custo destruir a cidade, mas não o nque
não entendem é que o garoto não tem nenhum contato com o pai. De qualquer
forma, esse laço afetivo pode atrapalhar a jornada dos ninjas.
No caminho para livrar a cidade
do vilão, eles vão precisar se unir para descobrir como trabalhar em equipe,
lidar com as diferenças e entender que o verdadeiro poder está dentro de cada
um, que para lutar não precisam de armas, apenas encontrarem uma forma de usar
o que naturalmente já possuem.
A animação é divertida, tem ação
e traz momentos engraçados, que faz a criançada se acabar de rir. Mas também
traz aquela velha reflexão que as animações lançam sutilmente para os pais que
estão acompanhando seus filhos no cinema. Em “Ninjago”, a principal é relação
filho versus pai ausente e como essa ausência influencia a vida do filho. O
papel da mãe também é superimportante, mas não citarei para não revelar
spoilers. O mais engraçado é que na pré-estreia, observei que o número de mães
acompanhando as crianças era muito maior do que a de pais.
“LEGO Ninjago - O Filme” é
gostoso de assistir, apesar de ser inferior ao fantástico “LEGO Batman”. O
filme é considerado um spin off do aclamado “Uma Aventura Lego” (2014). A direção
é de Charlie Bean e roteiro de William Wheeler, Tom Wheeler, Jared Stern, John
Whittington com colaboração de Kevin Hageman, Dan Hageman e Hilary Winston. A
versão dublada está sensacional. O 3D também funciona direitinho.
A animação estreia hoje, 28/09 e
é diversão garantida para a criançada e possível reflexão para os pais. Vale o
ingresso, a pipoca, o lanche com brinde e ver o banho de educação que os
pequenos dão nos adultos (eles ficam concentradíssimos na história), que em pleno
2017 insistem em usar o celular durante o filme. Não bastasse o uso para falar,
usam também para tirar foto, COM FLASH, do filho assistindo o filme. Pais,
façam isso em casa! No cinema, vocês precisam ensinar aos filhinhos a não
usarem o aparelhinho mágico!


Café com Alice
por Rafa Icó
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