Mostrando postagens com marcador Aaron Eckhart. Mostrar todas as postagens

Dominação


Dominação

O primeiro filme de terror que chega às telonas, em 2017. Poderia ser melhor, mas é um bom filme. Não cumpre sua função em ser do gênero “terror”, mas cumpre a função em ser um entretenimento com uma boa história, inclusive, diferente do que estamos acostumados ao assistir em filme de exorcismos.

Quando Cameron, um garoto de nove anos, é possuído por um demônio, o único que pode ajuda-lo é Dr. Ember, um exorcista que trabalha através do inconsciente do possuído, mostrando como o paciente pode voltar a dominar o seu corpo.

“Dominação” lembra muito (muito mesmo) “A Origem”, só que com um tema mais assombroso. Tem um toque de “Avatar” e, é claro, um pouco de “O Exorcista”, esse último, talvez, o que lembre menos; a associação só se dá mais, por causa do tema.

Brad Peyton dirigiu um bom filme, mas pecou na hora de inovar as cenas. Ele tinha uma história incrível nas mãos, mas fez, apenas, mais do mesmo. O que não significa que não ficou bom, é um bom filme, com seus furos e repetições. Mas é um filme que tinha a faca e o queijo nas mãos para revolucionar o terror/suspense nos cinemas.

O elenco é muito bom. Aaron Eckhart não decepciona, como sempre. Como o garoto possuído, David Mazouz (Bruce Wayne de Gotham) mostra, mais uma vez, que tem futuro como ator. Divertido ver o Duas Caras salvando o Batman de uma possessão. Brincadeiras à parte, “Dominação” chega aos cinemas hoje, 05/01 e merece um pouco de atenção por sua tentativa em inovar e por conseguir trazer algo novo. 

Sully - O Herói do Rio Hudson


Sully – O Herói do Rio Hudson

Clint Eastwood volta às telonas, dirigindo um filme baseado em fatos reais e ganhando, ainda mais, a admiração do público. Com Tom Hanks interpretando o piloto-herói “de carne e osso” e Aaron Eckhart como o co-piloto, “Sully – O Herói do Rio Hudson” é um filme comovente e que consegue prender facilmente o público por sua narrativa honesta.

Em 2009, o piloto “Sully”, precisou pousar sobre as águas geladas do Rio Hudson para conseguir salvar a vida dos passageiros e da tripulação do voo US Airways 1549, um total de 155 pessoas. Ao conseguir esse “milagre”, “Sully” se torna um herói para a população americana, mas, mesmo assim, precisa ir aos tribunais justificar o motivo de não ter voltado para LaGuardia ou Teterboro, já que o simulador mostra que seria possível.

Entre o sentimento de ter sobrevivido, salvado diversas pessoas de um acidente, o fato de estar longe de sua família, ter virado uma celebridade e de ter que reviver os momentos tensos nos tribunais, “Sully” fica ainda mais humano diante dos olhos do espectador, que se indigna pelo fato de ele e “Jeff” (Aaron) precisarem passar por aquela situação, sendo que está visível que eles fizeram o que impossível, naquele voo.

O melhor do filme é que Clint não criou nenhuma atmosfera para exaltar “Sully”; para ele ser mais do que é. Também não há enrolação no enredo. Com um pouco mais de uma hora e meia, “Sully – O Herói do Rio Hudson” vai direto ao ponto, fugindo do clichê dramático, que se espera desse tipo de filme.

Verdadeiramente um longa com uma direção fantástica, ratificando a genialidade de Clint ao dirigir um bom drama. Atuações perfeitas de Tom Hanks e Aaron Eckhart, dois atores que nunca decepcionam. E, de quebra, participação da maravilhosa Laura Linney, como esposa de “Sully”, que fala para ele uma das coisas que mais me chamou atenção: “Acabei de me dar conta, apenas agora... Pela primeira vez, que haviam 155 pessoas naquele avião e você era uma delas. Quase perdemos você.”. É como se, só ali, todo mundo entendesse o que ele estava passando.

Ingresso e pipoca que valem a pena.

O filme era para ter estreado aqui no Brasil, no dia 01/12, mas em respeito ao triste acidente do avião do Chapecoense, a estreia foi adiada para o dia 15/12, hoje.