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Além da Morte


Além da Morte

Remake de “Linha Mortal”, filme da década de 90 dirigido por Joel Schumacher e estrelado por Julia Roberts, Kiefer Sutherland e Kevin Bacon, “Além da Morte” repete a falta de sucesso do original e deixa a desejar, o que é uma pena, já que tem um ótimo elenco em mãos e um excelente enredo.

Cinco estudantes de medicina resolvem descobrir o que existe depois da morte de uma maneira bem objetiva e, possivelmente, única: morrendo. Cada um tem a sua chance e o que causava medo no início, torna-se uma experiência bem-sucedida. Contudo, no dia a dia, os que participaram da experiência passam a ser assombrados por algo do passado e a situação leva os estudantes ao extremo.

“Além da Morte” é um filme que pode ser bastante explorado, mas ao que parece, Niels Arden Oplev preferiu ficar na zona de conforto e não ir além (parece até ironia). Talvez, o roteiro de Peter Filardi e Be Ripley não tenha dado muita chance ao diretor, que poderia inovar e ir além de fantasmas que estão ali para assustar o público. Não assusta. O que assusta, é o tempo do filme, que parece correr quando chega na trama boa. É tanto tempo com os estudantes “morrendo e ressuscitando”, que o desfecho parece ser apressado. O que parece que será um novo “Premonição”, acaba sendo mais um filme mal aproveitado de terror, mas que tem um bom apelo dramático.

Vale mais a pena para quem gosta de drama do que para quem gosta de terror. Se alguém com mais entusiasmo e criatividade se propor a um novo remake, pode sair um dos melhores filmes de terror já visto, sem perder a mesclagem com o drama.

“Além da Morte” estreia hoje, 19 de outubro, e apesar de deixar a desejar, tem boas atuações e uma história que vale a pena ver.

Tempestade: Planeta em Fúria


Tempestade: Planeta em Fúria

Hollywood tem um tesão insano por destruição, tem sempre algo a ser salvo, do contrário, milhares de vidas serão perdidas. Vira e mexe, eles aumentam a proporção e o drama fica ainda maior: o mundo vai acabar. Esse enredo, mesmo que visto diversas vezes, continua chamando minha atenção. Sim, confesso, sou uma amante do fim do mundo cinematográfico. Para não cair na mesmice, há uma pequena inovação de um filme para outro e em “Tempestade: Planeta em Fúria”, há uma conspiração que envolve até o presidente dos EUA.

Após vários desastres naturais ameaçarem dizimar a vida terrestre, é criado um sistema de satélites chamado “Danny Boy”, que controla o clima ao redor do planeta. Por questões políticas, Jake Lawson (Gerard Butler), coordenador do projeto, é afastado e quem assume o lugar é o seu irmão Max (Jim Sturgess). Após o afastamento de Jake, “Danny Boy” começa a apresentar defeitos e o que era para manter o planeta a salvo, torna-se sua maior ameaça. Para conseguir solucionar o problema, Max precisará contar com a ajuda de Jake e a agente do Serviço Secreto Sarah. O problema é que por trás de uma catástrofe mundial, há interesses ocultos de gente bastante poderosa.

O filme marca a estreia de Dean Devlin na direção de um longa-metragem. Dean, que foi roteirista e produtor de “Independence Day: O Ressurgimento”, também assina o roteiro de “Tempestade” com Paul Guyot. E para um estreante, o filme é muito bom. Os clichês estão o tempo todo no roteiro, a começar pelos personagens típicos do gênero. A relação familiar entre Jake e Max e Jake e a filha, são as mais comuns. Se fazem isso para humanizar os personagens, eu não sei. Eu sei que se torna batido, mas dentro do contexto, não tem como negar: funciona. Mas seria bom ver alguém sair do lugar comum e fazer algo inovador. Essa relação familiar me lembrou um pouco “Armageddon”.

No mais, as cenas de catástrofe são bem feitas, a trama é boa e apesar de não trazer nada de novo sob o sol, é uma delícia ver o mundo em perigo, o povo se unindo para um bem maior e os heróis estadunidenses se apresentando, muitas vezes de um jeito torto, mas sempre prontos para arriscarem as próprias vidas, se preciso. Para quem gosta do tema e todo ano vai ao cinema ver o fim do mundo hollywoodiano, esse é imperdível.

“Tempestade: Planeta em Fúria” estreia hoje, 19 de outubro, e promete ser exatamente o que ele é: mais um filme de fim do mundo. Não se pode esperar nada além. Dito isso, aposte no ingresso, na pipoca, no refrigerante e relaxe para ver que, mais uma vez, não se esqueceram de mencionar o Rio de Janeiro.

LEGO Ninjago: O Filme


LEGO Ninjago – O Filme

Ninjago City está em perigo! O terrível Garmadon está atacando a cidade com terríveis monstros e só um grupo de jovens ninjas podem salvar Ninjago. Sob o treinamento do mestre Wu e muito kung fu, eles vão conseguir encarar esse inimigo poderoso. O problema é que Garmadon é pai de um dos ninjas que faz parte do grupo.

Lloyd, Nya, Cole, Jay e Zane são os ninjas que compõem o grupo. Todos estudam na mesma escola e enfrentam os problemas diários de adolescentes. Lloyd principalmente. Ninguém gosta dele por ele ser filho do cara que tenta a todo custo destruir a cidade, mas não o nque não entendem é que o garoto não tem nenhum contato com o pai. De qualquer forma, esse laço afetivo pode atrapalhar a jornada dos ninjas.

No caminho para livrar a cidade do vilão, eles vão precisar se unir para descobrir como trabalhar em equipe, lidar com as diferenças e entender que o verdadeiro poder está dentro de cada um, que para lutar não precisam de armas, apenas encontrarem uma forma de usar o que naturalmente já possuem.

A animação é divertida, tem ação e traz momentos engraçados, que faz a criançada se acabar de rir. Mas também traz aquela velha reflexão que as animações lançam sutilmente para os pais que estão acompanhando seus filhos no cinema. Em “Ninjago”, a principal é relação filho versus pai ausente e como essa ausência influencia a vida do filho. O papel da mãe também é superimportante, mas não citarei para não revelar spoilers. O mais engraçado é que na pré-estreia, observei que o número de mães acompanhando as crianças era muito maior do que a de pais.

“LEGO Ninjago - O Filme” é gostoso de assistir, apesar de ser inferior ao fantástico “LEGO Batman”. O filme é considerado um spin off  do aclamado “Uma Aventura Lego” (2014). A direção é de Charlie Bean e roteiro de William Wheeler, Tom Wheeler, Jared Stern, John Whittington com colaboração de Kevin Hageman, Dan Hageman e Hilary Winston. A versão dublada está sensacional. O 3D também funciona direitinho.

A animação estreia hoje, 28/09 e é diversão garantida para a criançada e possível reflexão para os pais. Vale o ingresso, a pipoca, o lanche com brinde e ver o banho de educação que os pequenos dão nos adultos (eles ficam concentradíssimos na história), que em pleno 2017 insistem em usar o celular durante o filme. Não bastasse o uso para falar, usam também para tirar foto, COM FLASH, do filho assistindo o filme. Pais, façam isso em casa! No cinema, vocês precisam ensinar aos filhinhos a não usarem o aparelhinho mágico!

Divórcio


Divórcio

Depois de uma leva de filmes excelentes (Como Nossos Pais, O Filme da Minha Vida, Bingo), o cinema nacional volta para sua zona de conforto e faz mais uma comédia. Não que isso seja ruim, não é. O cinema nacional é tão grandioso e competente, que pode voltar para suas comédias bobas e conseguir entreter o público.

Em “Divórcio” acompanhamos o casal Noeli (Camila Morgado) e Júlio (Murilo Benício). Como uma linda história de amor cinematográfica, eles ficam juntos de uma maneira extremamente romântica, crescem comercialmente juntos com o molho de tomate JUNO (união dos nomes), têm duas filhas e alcançam a estabilidade financeira que qualquer casal almeja. Mas nem tudo é perfeito e pequenos detalhes que no início do relacionamento são fofos ou relevantes, com a convivência se tornam insuportáveis. A partir daí, como o título diz, vem o divórcio. Noeli e Júlio travam uma guerra. Ele acha que ela gasta demais e não quer pagar tudo o que ela pede de pensão, ela acha que merece uma pensão digna para manter seu estilo de vida caro com roupas e sapatos caríssimos. Ambos contratam advogados TOP para alcançar o objetivo.

O filme começa com bastante gás, mas perde um pouco do ritmo do meio para o fim. As piadas são conhecidas e as falas são previsíveis. No entanto, algumas situações inusitadas conseguem arrancar risadas de quem está assistindo. As cenas de ação são muito boas, principalmente as de Júlio no carro pela estrada. O final, apesar de ser extremamente deduzível, não deixa o roteiro na mão e dá um bom desfecho para o longa.

O filme do diretor Pedro Amorim (Mato Sem Cachorro) não traz nenhuma surpresa, mas também não cria nenhuma expectativa em seu trailer / sinopse. Tem uma bela fotografia e o hino “Evidências” interpretado por Paula Fernandes em sua trilha.  Diverte o público, além de levar para as telonas as atuações maravilhosas da sempre fantástica Camila Morgado e de Murilo Benício, que parece se encaixar sempre muito bem no papel de homem besta. Detalhe para a risada dele, que mesmo sendo ridícula, me fez rir o tempo todo. Ponto alto: Paulinho Serra, que faz participação especial e está maravilhoso. O sotaque estereotipado do povo de Ribeirão Preto deve ser levado como hipérbole. Ninguém precisa se irritar! (Sou baiana e posso falar com conhecimento de causa sobre esse assunto.)

“Divórcio” estreia amanhã, 21 de setembro. É uma comédia para todas as idades que promete divertir o público, nada além disso. Vale a pena o combo da pipoca, o ingresso e a risada boba, principalmente se você assistir “Mãe!” primeiro e precisar espairecer depois.

Polícia Federal - A Lei É Para Todos


Polícia Federal – A Lei É Para Todos

Sabe aquele filme que desde a sua concepção já é odiado? Pois bem, é o caso de “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”. Desde que começaram a especulação sobre a possibilidade de fazer esse filme, os mais furiosos, certamente filiados de algum partido, já deixaram claro o ódio pelo filme. Mas o filme nasceu! E, mesmo assim, continua arrancando a fúria de quem não aceita a realidade ou parte dela, por conveniência.

O diretor do filme, Marcelo Antunez, deixou bem claro que o filme não é partidário. Por ser um filme BASEADO em fatos reais, mistura elementos de ficção com realidade, a primeira parte da trilogia vai gerar polêmica por parecer anti-petista. Parece mesmo. Talvez não seja. Talvez seja. No entanto, a dificuldade em enxergar algo simples, vem da premissa de que as pessoas só enxergam o que querem, e isso serve para ambos os lados. Talvez, o PT se destaque mais como partido corrupto, investigado na Lava Jato, porque é, coincidentemente, o partido que estava governando o país, no período retratado. O interessante da história, é que quem mais ataca o filme, ainda não o assistiu.

O longa leva os bastidores da Lava Jato, como começou, aonde e o motivo. É o lado que ninguém acompanhou nos noticiários, o lado da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, os bastidores. Como o país anda com muitos vilões, a carência por heróis é evidente. Quem, simplesmente, faz a “coisa certa” é tido prontamente como herói. Contudo, não está fazendo mais do que a obrigação, que é o caso de cada membro da equipe. Não é necessário classificar os heróis, mas os bandidos são evidentes, uma vez que bandido é sempre bandido, realidade ou ficção.

Um dos estranhamentos, que os haters usam contra o filme, é que os nomes dos suspeitos e / ou criminosos foram utilizados sem nenhuma troca, já os “heróis”, ganharam pseudônimos. Se fossem colocar todos os integrantes da PF, que ajudaram nas investigações, seria mais personagem do que roteiro, então, por uma questão de narrativa, os nomes foram sintetizados em um personagem só. Não há como ficar mais claro. Contudo, para os mais céticos, há como fazer uma pesquisa no Google de quem cada ator representa. Obviamente, não vão aparecer todas as figurinhas, mas os principais, sim. Outro “argumento” utilizado, principalmente por quem não viu o filme, é a hora que Ivan (Antonio Calloni) vê Dilma anunciar o nome de Lula como ministro. Só para lembrar: é uma obra BASEADA em fatos reais. Se ele estava deitado e o pronunciamento da presidente foi durante a tarde, não altera em nada o discurso reproduzido. Não há lógica para desconstruir um roteiro, mas quem deve... “Temer”!

A obra cinematográfica, que é tida como um thriller, não fica devendo em nada às grandes produções de Hollywood, quando abordam o mesmo estilo de narrativa. As ações da PF têm a medida certa e o desenvolvimento dessas ações, as provas, documentos e áudios são apresentados de forma que não fogem ao roteiro ou pareça algo surreal. O ritmo do filme é muito bom e deixa o público, que está disposto, envolvido. As atuações são inquestionáveis, principalmente a de Bruce Gomlevsky. Seus picos de raiva e a vontade de resolver tudo logo, e o alívio de alguns colegas quando ele não pode agir em determinadas situações, serve para humanizar a “perfeição”, que o público ferrenho não aceita em hipótese alguma (nesse filme, em outros é irrelevante). Ponto alto, também, é Ary Fontoura como Lula, principalmente no dia da sua condução coercitiva.

Por ainda ser o primeiro de três filmes, não é certo julgar que há defesa de algum político ou partido, ainda mais quando são citados, mesmo que en passant. Essa foi só a primeira parte, que retratou o que aconteceu no início das investigações. A forma como está sendo conduzido, dificilmente, deixará o presidente Fora Temer e tantos outros corruptos de fora das continuações. Um dos questionamentos mais críticos do filme, é quando perguntam até aonde isso tudo vai levar, se eles não são mais uma manobra de algum dos lados. O que pode ser interpretado como evidência do não posicionamento político. Mas também pode, porque, como citado acima: as pessoas enxergam o que querem.

“Polícia Federal – A Lei é Para Todos” estreia em um dia pertinente, 7 de setembro e promete ser, ainda mais, odiado. Sendo próximo às próximas eleições ou não, o filme não está convidando a ninguém a tomar um partido, está apenas transformando a realidade em arte. Vai de cada um aceitar como, ou não. Assim, como qualquer outro filme, agradará e desagradará. Ninguém tem a fórmula para ser 100% aceito. Enfim! Vale o ingresso, vale o combo da pipoca e vale a reflexão do que vivemos todos os dias e seguimos totalmente ou parcialmente cegos. Na guerra entre coxinhas e petralhas, já está mais do que provado que quem perde são todos, menos os grandes.

IT - A Coisa


IT – A Coisa

Stephen King já escreveu mais de 80 livros, entre eles, os famosos “Carrie – A Estranha”, “O Iluminado”, “Misey – Louca Obsessão”, “A Torre Negra” e “À Espera de Um Milagre”. Esses que citei, inclusive, já ganharam sua versão cinematográfica. “It – A Coisa” já teve uma adaptação anteriormente. Foi uma série para TV, dividida em duas partes, que chegou ao Brasil como o filme “IT: Uma Obra-Prima do Medo”, com Tim Curry dando vida ao personagem principal. Pennywise dessa vez é interpretado por Bill Skarsgård e consegue ser muito mais assustador do que o de Tim Curry. No entanto, isso não é uma disputa, vamos focar no filme.

O longa começa com a morte de Georgie Denbrough, no fim década de 80, que sai para brincar com um barquinho e acaba se tornando uma das vítimas do palhaço macabro. Com o desaparecimento da criança, a cidade de Derry ganha toque de recolher e mais crianças continuam desaparecendo misteriosamente. O irmão de Georgie, Bill Denbrough e seus amigos, que formam o Clube dos Perdedores (The Loser’s Club), entram de férias da escola e vão investigar o possível lugar para onde essas crianças podem ter sido levadas.

O problema é que Pennywise tem o poder de se transformar em tudo o que as pessoas têm medo. Para conseguir atrair as crianças com mais facilidade, ele se apresenta como palhaço, mas para conseguir se alimentar delas, ele ganha as formas necessárias para deixar as presas paralisadas.

O filme do diretor Andy Muschietti (Mama) tem referências a “Stranger Things”, “Conta Comigo” e “Os Gonnies”. A atmosfera dos anos 80 é marcante, e apesar de não ser um filme que provoca sustos o tempo todo, além de divertir bastante, arrancando risada do público, o clima que toma conta das pouco mais de duas horas de filme, é de medo e revolta. Além do próprio Pennywise, as crianças enfrentam situações horríveis como bullying, racismo, abusos sexuais e psicológicos. A realidade é mais assustadora do que qualquer "Coisa". Contudo, descobrem que se encararem tudo isso juntos, eles vencem. “IT – A Coisa” é muito mais do que um simples filme de terror, é um filme que mostra a realidade de muitas pessoas e como elas amadurecem diante das dificuldades e, principalmente, como é importante ter com quem contar.

Com a promessa de uma continuação, “IT – A Coisa” é uma excelente adaptação da obra do genial Stephen King. Tem um elenco afinado e crianças que trabalham tão bem, que são capazes de causar inveja a adultos ditos “atores”. Por sinal, o personagem Richie Tozier é interpretado por Finn Wolfhard, o Mike Wheeler de “Stranger Things”. O alívio cômico do personagem para o filme é sensacional. Impossível não rir com aquele garotinho, com os óculos fundo de garrafa, todo mirrado, pagando de gostosão.

Bill Skarsgård, integrante da bela família Skarsgård, está primoroso como A Coisa. Até a maneira como ele fala, está de arrepiar. E isso é tão bom, que apesar de ter cenas que certamente as pessoas levarão sustos, o filme não precisa apelar. Pennywise provoca medo por si só. O tom de voz ao tentar ser um palhaço alegre, com aquela figura bizarra e uma boca molhada, parecendo salivar pelas crianças é de arrepiar o couro cabeludo de qualquer um.

“IT – A Coisa” estreia no feriado de 7 de setembro para que ninguém escape dele. Stephen King tem o dom de criar criaturas apavorantes. Se eu pudesse escolher um lugar “impossível” para passear, seria a mente dele, porque eu não consigo entender de onde o cara tira essas coisas tenebrosas e as transforma em coisas geniais. Vale o ingresso, o combo da pipoca e, para os mais apavorados, os sonhos com Pennywise.