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This Is Us - 1ª Temporada


This Is Us
Existem diversas séries sobre família. Novelas geralmente abordam o tema “família”. Filmes. Peças de teatro. Músicas. Fotografias. Nossas lembranças.
Família está presente em tudo. Do dia que nascemos até o dia em que fecharemos os olhos desses corpos, que vagam pela Terra, a palavra “família” nos acompanhará. Seja pelo amor que temos a ela ou pela falta de empatia. Mesmo assim, não há um ser humano que não tenha um laço ou deseje ter com, pelo menos, um membro de sua família. Pode ser de sangue ou não. Muitas vezes, escolhemos a família que queremos por perto e damos o nome social de “amigos”.
Depois de fazer uma maratona de “You me Her”, meu tema na semana passada, uma amiga minha disse que eu precisava (sim, necessidade mesmo) assistir “This Is Us”. Vi que a série estava na primeira temporada, fiz uns cálculos e vi que poderia acompanhar. Confesso que não cheguei ainda ao último episódio. São 18 e eu assisti 11. Mas me encantei com essa série de uma forma… E uma outra amiga minha assistiu e já disse que apaixonou, que a série fez sentido em sua vida. Ou seja: não poderia deixar passar em branco.
Não escuto muito as pessoas falarem dela. Na verdade, além de Bruna (a amiga que me indicou), só mais uma pessoa (não lembro quem foi) me disse que era uma série maravilhosa. E eu constatei que essa é a mais pura verdade. É complicado trabalhar, ter uma vida social e acompanhar todas as séries fantásticas, que as emissoras produzem. É muito pouco tempo para “maratonar”. É muito pouco tempo para a gente se apaixonar por vários personagens, para se deixar levar por aquela história. Mas quando começo a assistir, quando me proponho a passar uma noite em claro, não aceito menos que um amor platônico pela série.
“This Is Us” é a história de um jovem casal que tem trigêmeos ou as histórias dos trigêmeos, que são filhos de um jovem casal; um pouco de cada. Desde o primeiro episódio a gente se apaixona pelo personagem de Milo Ventimiglia, “Jack Pearson”. Um cara jovem, bonito, apaixonado pela mulher, educado, boa cabeça e família. A mulher sortuda é interpretada pela atriz a cantora Mandy Moore, “Rebecca Pearson”. Uma jovem, bonita, apaixonada pelo marido, educada, nem tão boa cabeça assim e bem família.
A partir da história desse casal, de um ator famoso, de uma mulher obesa e de um cara negro em busca do pai, é que as crônicas vão sendo construídas e tudo vai se entrelaçando de uma maneira tão bem construída, que o telespectador se envolve e já entra para aquela família sem nem pedir licença. As buscas dessas pessoas são apresentadas, para gente, em cada episódio e nos identificamos. Pode não ser ao pé da letra, mas é uma série tão real, que a gente se identifica com as vitórias e frustrações diárias, que os personagens passam. É realmente emocionante e bonito. A vida nunca é fácil, mesmo que você seja bem-sucedido no seu trabalho. Mesmo que você faça parte de uma família bem estruturada. Mesmo que você seja uma pessoa boa.
“This Is Us”, ao meu ver, é a representação, talvez até um pouco cruel, de todos os obstáculos que enfrentamos na vida, desde o dia em somos concebidos. Não há como fugir de problemas; sejam eles físicos ou emocionais, estarão ali, em forma de insatisfação com algo. Não há ninguém completo. Talvez, não há nem a possibilidade de ser completo, mas há a fantástica possibilidade de partilhamos a vida com pessoas que amamos e que nos amam de volta.
No primeiro episódio, você pode ficar um pouco confuso. Ele apresenta duas histórias e a gente fica um pouco perdido, mas quando faz sentido… é aí que você não tem mais escapatória e vai direto para o segundo episódio.
Eu estou cadastrada em um site onde marco os episódios das séries que assisto, para não me perder, já que são muitas. Nesse site, você pode comentar os episódios, um a um, dar nota neles e “favoritar”. “This Is Us” tem a nota geral 9,25/10. No IMDb, ela possui 8,9/10. No Rotten Tomatoes, 89%/100%.
Para quem está precisando de uma série mais séria, que envolva e tenha um tema comum, mas abordado de uma forma diferenciada, essa é minha dica da semana. O elenco é fantástico e tem sintonia. Isso já é 50% para uma série ser tão boa, ainda mais, quando há vários núcleos e temas abordados. A trilha sonora também é excelente.
Separe o lencinho, acalme o coração e se entregue. Um bom drama familiar!
“This Is Us” é exibida pela emissora NBC, já tem uma temporada completa e foi renovada para mais duas (ainda bem).

Texto publicado originalmente no site Feminino e Além.

O Castelo de Vidro


O Castelo de Vidro

Drama baseado na história da jornalista Jeannette Walls, traz lembranças da sua vida junto a família, que não tinha uma residência fixa e corria os Estados Unidos, muitas vezes, sem nem ter o que comer.

“O Castelo de Vidro” tem um pouco do filme “Capitão Fantástico”, mas há problemas mais profundos entre os membros da família, principalmente no que diz respeito ao pai. Apesar de amar seus filhos, a ideologia de vida de Rex (Woody Harrelson) muitas vezes deixou a desejar em relação aos filhos, mas ele acreditava no amor de suas atitudes e tinha o apoio de sua esposa, Rose Mary (Naomi Watts).

A narrativa que se constrói entre passado e atualidade para explicar como Jeannette (Brie Larson) chegou a sua vida atual. Por muitos momentos, o drama familiar faz o público odiar Rex e achar Rose Mary permissiva com as coisas absurdas que ela acaba aceitando que seus filhos vivam. Mas como criticar a infância que moldou adultos, aparentemente, felizes com o que são e com as experiências que viveram? Assim como em “Capitão Fantástico”, é possível que muitos se perguntem se aquele estilo de vida é aceitável. Mas só por que é diferente não seria? Tantas pessoas vivem com menos intensidade e menos problemas que a família de Jeannette e acabam seguindo por caminhos mais obscuros... o que não é errado também. A intensidade de sentimentos é algo que não se pode ser discutido.

“O Castelo de Vidro” provoca uma reflexão sobre família e de como a relação que é construída com essa base vai moldar quem você será no futuro. Apesar de ser um filme mais lento, ele constrói a narrativa de forma que o público se envolva com os personagens e acabe sentindo todas as angústias da protagonista, sem muito exagero. É um filme emocionante, não só por ser baseado em uma história real, que muitos devem viver; mas por ser uma história que muitos outros não estão acostumados ou que nem imaginam que alguém, principalmente alguém de nome, possa viver. Serve como um alerta de que outras realidades existem.

As interpretações estão incríveis e dignas de Oscar. A atriz que interpreta Jeannette pequena, no momento em que o pai fala de uma queimadura que ela sofre, é de arrepiar. Um dos melhores filmes que abordam família, que já assisti. Destin Daniel Creatton, diretor do filme, acertou em cheio na atmosfera necessária para criar um drama, que não é piegas, mas que faz com que as lágrimas rolem na sala de cinema.

“O Castelo de Vidro” estreia hoje, 24 de agosto e merece ser assistido. Jeannette merece que sua coragem de dividir uma história tão pessoal seja recebida pelo grande público. Prepare a pipoca, o refri e o lenço. Grande filme!

Capitão Fantástico - Trailer Legendado

Esse fim de ano está trazendo uma seleção maravilhosa de filmes FABULOSOS.

Confira o trailer de "Capitão Fantástico".

A crítica sai de quarta para quinta. Não perca!